Ciúmes, tempero ou veneno para o amor?

O que é o amor sem uma pitadinha de ciúmes? Um eterno vazio… Quem falou isso? Não foi o Dário, que teve sua vida arruinada por uma namorada ciumenta que infernizava seu trabalho ligando de hora em hora e que tantos escândalos aprontou fazendo com que ele fosse despedido do emprego. Nem a Rosa, que teve que processar seu marido e pai de seus dois filhos depois de ser agredida fisicamente por ele em plena rua. Nem as centenas de mulheres e homens que perderam a vida por causa dos ciúmes doentios de seus parceiros.
– Ah! Mas, não é esse o ciúme que estou falando! Então qual é? Existem dois tipos de ciúmes? Não. Existe, sim, um sentimento forte de insegurança em relação, principalmente, a nossa capacidade de amar e conquistar o amor e a atenção do ser amado. Digo sempre que antes de amarmos devemos NOS amar. Isso deveria ser obrigação de todos, devemos isso a nós mesmos. Só ama com alegria e totalidade quem se ama. E, se eu me amo, admiro todas as minhas potencialidades, consigo trabalhar a minha auto-estima e, a partir daí, posso amar e me sentir amada (o) e segura (o).
Não confunda ciúme com carinho e atenção que devemos ter com o outro. Interessar-se por sua vida, querer ajudá-la(o). Buscar ouvir e compreender. Tudo isso faz parte de um bom relacionamento, de desenvolver e cultivar a parceria em todos os momentos. Não tem nada a ver com cobranças e tentativas de comandar a vida do outro. Assim cultivamos o nosso jardim de delícias.
Devemos saber que conviver é um exercício diário de paciência e boa vontade. Cedemos aqui e esperamos que nosso par ceda também e se isso não ocorrer, devemos dialogar. Nunca, (nunca mesmo), devemos “deixar pra lá”, ceder mais do que podemos e, por vezes, fazemos isso. Ah! E como! Se nos olhássemos em um espelho, nesta hora, com certeza veríamos em nossa expressão aquele ar de “Oh! Como sofro! E não sou recompensado(a)”
Se você está pensando: isso não acontece comigo! Que bom! Mas cuide-se, pois essa situação é comum e acontece a todos. Ceder, sim, mas respeitando seus limites. Melhor dialogar, talvez ambos deva ceder, assim evitaremos que nossa “boa vontade” acabe virando cobrança e cobrança pesada, que acaba por gerar mágoas.
E você que já sofre com o ciúme ou é vítima dele? O que fazer? Diálogo, muito diálogo. Analisar o relacionamento de forma franca e objetiva. Procurar, no dia-a-dia, motivos para desenvolver a confiança e a boa vontade. Amar em lugar de desconfiar, falar e ouvir, restabelecer bases e dar muito mais valor ao sentimento que os une.
Tenho visto casais resgatando seus relacionamentos apenas com a boa vontade do diálogo. Entendendo que muito do sofrimento que sentiam se devia ao imaginário não à situações reais. Costumo dizer que o ciúme se parece com as sombras que vemos nas paredes de um cômodo em penumbra. Parecem assustadoras, são monstros de garras enormes, dentes gigantescos e cavernas horríveis, mas que, apesar de todas essas formas aterrorizantes, não resistem à luz que, ao ser acesa, mostra apenas nosso casaco jogado por sobre uma cadeira.
Vamos pensar sobre isso? Eu garanto que vai valer a pena. E o prêmio? Esse tem um valor inestimável! A nossa felicidade e a felicidade de quem amamos!

Regina Racco

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