Um é pouco, dois é bom já três…
Minha leitora enfrenta um problema que é bem comum aos jovens casais, conviver com a presença da outra. Assunto que já rendeu e rende boas novelas quando passa a fazer parte de nossa vida nada tem de agradável, pelo contrário, acaba por se tornar motivo de brigas e até mesmo de separação.
Concordo que conviver com o “fantasma” de alguém que sabemos que foi importante para a pessoa que se ama não é fácil. No caso de minha amiga leitora, ela me conta que seu marido sempre cita passagens da época em que era casado com outra e isso a machuca. Não tem coragem de pedir para que ele pare porque sente que ele a ama e fala na outra contando passagens de sua vida, naturalmente.
Mas isso a incomoda.
Volto a dizer que realmente é desagradável, e como acho que não devemos aceitar nada que nos incomoda, aconselhei-a a conversar com ele. Mas não é só isso.
Como o seu casamento é recente, está na hora de criar o próprio estoque de experiências, viver intensamente o relacionamento, curtir tudo de bom que os cercam e aí sim, reside à diferença entre a mulher inteligente que sabe do poder que quem de uma outra mulher que deixa sua inteligência ser embotada pelo ciúme que cega e faz sofrer.
Lembre-se que é você quem está com ele. Ele a preferiu, estão juntos e sua superioridade em relação às lembranças de algum tempo antigo é visível, você só tem que aproveitar.
Contra uma ou outra lembrança, contra-ataque com carinhos surpreendentes, atenção renovada. Espere-o com alguma surpresa sempre que possível, seja a amante dos sonhos dos seus sonhos e sua melhor amiga. Em lugar da cara fechada e triste, que tal alegria? Todo mundo gosta de estar perto de uma pessoa alegre e descontraída, seu amado não é diferente. E não estou pregando uma atitude falsa, teatral não. Sua alegria deverá partir de um posicionamento real. Pense: Vocês estão juntos, você o ama, estão construindo uma vida a dois, já basta a natural dificuldade que existe, são dois Seres Humanos dividindo o mesmo espaço, formas de pensar, o modo com que encaram a vida. Faz-se necessário ceder de ambas as partes em prol de uma convivência pacífica que agrade a ambos, imagine agravar mais ainda trazendo o azedume do mal humor ou o desespero do ciúme para sua vida diária. Impossível não é mesmo?
Pense nisso amiga e amigos que vivem situações semelhantes. Entendam a sua superioridade sobre alguém que faz parte de um passado distante, invista no hoje, pense no amanhã… Viva e namore bastante! Tenha muito prazer e proporcione igual prazer! Assim fazendo, tenho certeza que estará consolidando a sua relação com base no amor e companheirismo.
Você tem a força, saiba aproveitá-la!
Regina Racco
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