Coragem para Mudar



Existe um tipo de violência tão cruel quanto a física. É a violência psicológica. Essa, não quebra, fere e sangra, essa mina silenciosamente, rouba a energia, retira a capacidade de reagir. É aplicada em conta-gotas: Um dia uma pequena grosseria, no outro, uma frase mais contundente, seguida por dias e dias de carinho e atenção, para novamente voltar em forma de humilhação, constrangimento, vergonha…

Triste a mulher que se torna vítima deste tipo de crime, poderá levar anos até que perceba que o que está vivendo não é uma situação comum de desavenças corriqueiras em um casamento normal. Sim, porque conviver gera conflitos e gerenciar bem estes conflitos, longe de enfraquecer, acaba por fortalecer a relação.
O que falo é diferente. Trata-se de uma relação onde a forma de subjulgar é a pressão psicológica. Muitas vezes até mesmo a vida sexual serve de arena para esse tipo de agressão. Conheci e ajudei mulheres cuja queixa principal não era queixa, era elogío!
-Sou horrivel de cama, meu marido sempre me diz isso, que sexualmente sou uma droga, mas que ele me ama mesmo assim.
Como trabalho com grupo de mulheres, histórias como esta são mais comum do que se imagina. Como fica a estima de uma mulher que escuta isso do próprio marido?
Por isso disse que muitas levam anos até que percebem que não precisam passar por isso. Que são mulheres valorosas, preciosas, queridas por outras pessoas e que em um universo imenso como este, está presa e sofre na mão de uma única pessoa! E que na maioria das vezes basta dizer:
-Não. Agora chega.
E mudar tudo! Para isso, uma primeira atitude: Amar a sí mesma! Perguntar-se sinceramente:
“A quanto tempo não penso em mim?”
Imponham-se mulheres, amor só é amor quando traz felicidade aos dois. Percebam quando os comentários de discordâncias normais se transformam em irônia, crueldade, ofensa moral e reajam. Sem brigas, com doçura, mas reajam. Digam:
-Não quero isso, não aceito que você me trate assim. Faça isso logo, no início, porque depois, pode ser tarde demais.
Sabem porque a água corroi a ponto de furar uma rocha?
Porque bate, bate, bate…

Regina Racco

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