Ja deu sua Olhadinha hoje?

O Ser Humano é curioso. Gosta de observar o próximo e isso é uma grande verdade, E fortunas foram feitas em cima desta vontade que temos de acompanhar a “vida alheia”

Os Realitys, dentre os quais o BBB e A Fazenda, os maiores do Brasil, estão aí para comprovar. Gostamos de olhar. Fazemos isso em nossa vida, sem perceber ou com educação e discrição, mas fazemos.

O que muitos não sabem é que esse ato pode se transformar em um excelente auxiliar para o relacionamento amoroso.

Ao contrário do que fazemos, observando os nossos amigos, companheiros de firma, a novela, o Big Brothers, deixamos esmorecer essa atenção a quem realmente deveríamos estar atentos: Nosso parceiro ou parceira, nossos filhos…

Acompanhei a alguns anos atrás o caso de uma mãe que descobriu que o filho de onze anos estava viciado em cheirar cola, fato triste e desesperador, agravado pelo fato de que esse menino já praticava esse ato desde os oito anos. Três anos e os Pais nunca haviam percebido.

Nem toda observação é negativa.

Dentre as observações positivas está evidentemente a atenção que devemos ter com a pessoa que amamos.

Conheço um casal que conseguiu reverter um quadro de total inapetência sexual instalado após brevíssimos dois anos de casados, colocando em prática o saudável ato da observação.

Conversamos muito, ouvi o que achavam da situação que estavam vivendo.

Ela havia acabado de fazer meu curso de ginástica íntima a pedido do marido. Chegara calada e senti logo que a sua presença se devia ao pedido do marido e não ao seu desejo pessoal.

Lógico que, antes mesmo da metade do curso,ela era uma das alunas mais entusiasmadas. Ao final, conversou comigo pedindo que eu recebesse seu marido que a aguardava no corredor. Atendi prontamente e conversamos por um bom tempo. Ouvi com atenção as queixas de ambos. Fazia tempo que dormiam como irmãos e demorou até que um dos dois, nesse caso o marido, percebesse que algo não ia bem. Já havia assistido a uma entrevista minha em que falava da importância de acordar para o potencial de prazer que temos, mas que podemos perder por vários motivos, dentre eles, o descaso para consigo próprio e com o outro. Convencera sua esposa a participar de um de meus cursos.

Ela sorriu nesse ponto confessando que tinha ido sem muitas esperanças e até mesmo contrariada, mas que agora se sentia em dívida com ele porque estava feliz em ter participado.

Aos dois, falei sobre o poder que a observação pode ter no erotismo.

Assim agem os voyers, que se excitam observando o corpo ou mesmo o ato sexual. Muitos casais que conheço utilizam filmes eróticos em sua relação para despertar o desejo adormecido, mas não era isso que estava propondo, mesmo porque quem está inapetente não tem desejo nem mesmo para assistir filmes.

Minha sugestão foi que passassem a observarem-se mutuamente, desde seus corpos até o comportamento no dia a dia. Assim, bem simples: Daquele momento em diante um seria o Big Brother do outro.

E o resultado positivo não demorou, pela resposta que recebi por e-mail dias mais tarde.

Fácil de fazer, esse é um “exercício” muito excitante. E se praticado com a aceitação de ambos, melhor ainda, embora possa ser iniciado por apenas um parceiro. Conquistar o outro, trazê-lo para a brincadeira é por si só bem agradável.

Comece acompanhando o andar do outro, suas características pessoais, o modo com que pega a xícara na hora do café. Ouça suas opiniões, não como atualmente, em que escuta já pensando no que vai dizer a seguir e sim prestando atenção no que está ouvindo. Essa é a atitude que mais nos torna felizes, saber que estamos realmente sendo ouvidos.

Na cama, não pense que qualquer aproximação deva obrigatoriamente terminar em uma penetração. Namore muito, olhe bem o corpo do seu amor, faça a brincadeira da cabra cega:

Vende seus olhos e estimule o tato, brincando um com o corpo do outro. Envolvam-se em uma longa carícia sem tempo para acabar… Façam simultaneamente (ambos vendados) ou um de cada vez, onde quem recebe essa massagem/carinho permanece vendado e quem aplica, não. O exercício é o mesmo, aconselho utilizar os dois métodos. Vocês irão sentir o efeito erotizante dessa prática e a partir dessa, buscarão outras e outras criando o próprio arsenal de delícias…

Obs: Não se trata de uma massagem, trata-se de mãos deslizando lentamente pelo corpo, sem preocupação com nenhum tipo de “roteiro”.

O que importa para o casal envolvido neste processo de reconhecimento são os resultados no aumento do desejo e no fim da terrível inapetência sexual. E tudo isso é possível apenas dando o primeiro passo: Perceber que algo não está bem e trabalhar para que o amor e a harmonia triunfem! E o ato de observar é um excelente começo… Portanto, deixe a leitura para depois e vai dar sua olhadinha.

Regina Racco

http://www.pompoarte.com.br/

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