Roupas no chão e corpos na cama!

                                    
Essa é uma mensagem de ano novo, ao meu estilo, é claro.
E desejo que você que está lendo agora, leve bem a sério. Você ainda se lembra de todas as resoluções que tomou em muitos finais de ano? Quantas levou adiante? E quantas mudaram para melhor a sua vida, de fato?

Aprendi que não existe melhor resolução de ano novo do que não projetar nada para o futuro. Deixar o campo livre e limpo para que brotem as flores que desejarem.
-Ah, tem que semear…
Será? Tenho visto campos maravilhosos, coloridos e perfumados que mão humana não precisou plantar.
Em nossa vida, também pode ser assim.
Gastamos um tempo enorme em tentar colocar bloco sobre bloco, arrumar direitinho, organizar, deixar impecável, nossa mesa, nossa casa, nossa vida…
Falamos mal da bagunça alheia e apedrejamos os baderneiros. Tememos o caos. A ordem nos dá uma sensação de proteção que aquece e consola.
Mas nos deixa felizes?
Temo que não. Ou esbanjaríamos felicidade e na real não é isso que acontece. A necessidade de deixar tudo limpo, organizado, estéril, nos torna escravos da lógica, do acerto, da casa arrumada, dos sentimentos previsíveis e gestos idem e cada vez exigimos mais de nós mesmos e de todos que nos cercam.
Bah! Hora de mudar!
Mais beijos e menos cobranças! Mais atrasos compensados por horas a mais de carinhos!
Gandaia gente!
Quando foi que você amarrou a gravata na testa e cantou bem alto enquanto caminhava descalço pela rua sem estar bêbado? Pois eu o desafio!
E você, amiga? Já pensou em passar um dia sem se preocupar com a casa, os filhos, a bagunça, a louça? O pneuzinho?
Que tal um ano mais relaxado? Mais intuitivo e menos programado? Pois é esse meu desejo para todos que me seguem, pelos sites e blogs…
Não resolva, não planeje nada. Deixe que venham as surpresas, que serão muitas. Quando deixamos espaço, abrimos portas novas e nos permitimos viver novidades a cada dia. Sei que as obrigações continuam e devem ser cumpridas. E serão, até mesmo com mais satisfação, se você não se sobrecarregar nas horas vagas de “devo, tenho, sou obrigada(o) a…”
Tente pelo menos: Mais roupas ao chão, mais horas de corpos nus na cama, bagunça, brincadeira, gandaia para todos!
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