Mais Dicas sobre Sexo Anal



Regina Racco
http://www.pompoarte.com.br/

A pergunta que recebo é simples: A mesma ginástica íntima que pratico fortalecerá meu ânus para que eu tenha maior conforto ao praticar o sexo anal?

Respondo que sim, O fortalecimento que advém do treinamento da ginástica íntima, tanto a feminina quanto a masculina, fortalecerá toda a região genital, incluindo os esfíncteres externo e interno do ânus assim como o músculo elevador, ou elevatório.

E aproveitando a resposta que enviei para minha leitora, falarei mais um pouco sobre o sexo anal. Já coloquei outra matéria que pode ser vista em: http://reginaracco.blogspot.com/2010/10/sexo-anal-sexo-proibido.html

Mas o tema é rico e as dúvidas muitas:

O sexo anal, desde que respeitada as advertências com relação à higiene e os cuidados, não trazem riscos à saúde, já tendo sido descartados pelos profissionais de saúde, algumas afirmações anteriores como: O sexo anal causa hemorróidas, incontinência fecal, etc.

Algumas práticas visando diminuir os incômodos nas primeiras vezes em que se pratica o sexo anal podem ser facilmente introduzidas no encontro amoroso, tais como:

– colocar um dedo na entrada do ânus, girando levemente, aumentado assim o relaxamento.

– Introdução de pequenos plugs anais (brinquedinhos eróticos encontrados em sex shop), eles auxiliam na dilatação do esfíncter.
Fique atenta(o): Utilize apenas os próprios para o ânus, eles possuem uma base larga, por onde se segura, essa base não está lá por acaso, é para evitar a penetração total. Por ser o reto destituído de movimentos (como no canal vaginal) poderia se tornar difícil a retirada do mesmo, migrando assim, o objeto para o intestino.

– Caricias Oral-Anal, como pequenas massagens com a língua. (cuidados redobrados para o risco de contaminação). Usem camisinhas de língua que protege e tem uma textura bem excitante.

Uma dica de ouro: A mulher ou o parceiro que será penetrado (para o caso de casais gays) deverá abrir a boca, e mantê-la aberta no momento da penetração. Esse é um truquezinho simples, mas que realmente funciona, ajudando no relaxamento do primeiro esfíncter.

E quanto aos riscos? Sim. Eles existem, como em qualquer modalidade sexual. A maioria das atividades sexuais comporta um risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST) de gonorréia e herpes , hepatite B e HIV . Há evidências de que o sexo anal acarreta um maior risco de transmissão do que outra atividade sexual, mas estes riscos diminuem em igual proporção aos cuidados com higiene e proteção.

O livre consentimento de ambos os parceiros é necessária para esta assim como para todas as práticas sexuais. Muitas pessoas, tanto homens como mulheres podem ter fantasias secretas envolvendo o sexo anal, mas se sentem incapazes de discuti-las com seu parceiro e neste caso o ato de calar, gera insatisfação ou frustração.

Alguns podem pressionar o parceiro a ter sexo anal, mesmo este não querendo. Outro erro. Nenhuma forma de prazer deve ser conquistada sob o medo ou a mágoa do outro.

Forçar um parceiro a uma atividade que ele considera de mau gosto ou degradante é um comportamento inaceitável.

Falar sobre seus desejos é uma forma de auto-proteção, além de proteger o relacionamento contra desgastes evitáveis.

Antigamente era comum se pensar que o sexo anal fosse prática exclusiva dos gays. Outro mito que caiu, com a chegada destes novos tempos de liberdade para se falar sobre sexo. Ficou comprovada a preferência pelo sexo anal de um número grande de casais heterossexuais.

O uso de preservativos e lubrificantes à base de água, como o gel KY, auxilia na proteção, não esqueça que o reto não tem lubrificação própria. Especial cuidado para a troca de camisinha, antes da penetração vaginal, após a anal.

Verifique se a área está limpa e o intestino vazio. Isto é importante tanto esteticamente como na prática. O intestino cheio poderá levar o praticante a eventual situação constrangedora.

O parceiro que for receber a penetração (seja a mulher ou o parceiro gay) deve ser capaz de relaxar completamente, a fim de acomodar o pênis. Como falei antes, o dedo ou brinquedinhos podem ajudar promovendo esse relaxamento antes da penetração propriamente dita.

O esfíncter anal é um anel de músculo que pode ser contraído ou relaxado sob controle voluntário (esfíncter externo). Para isso o fortalecimento da musculatura é fundamental. Aprendendo-se a contrair de forma correta, também dominamos o relaxamento.

Experiente usar uma camisinha lubrificada, no dedo, para esta primeira penetração, além da proteção, a suavidade da textura poderá ajudar.

Em seguida, você poderá tentar inserir dois dedos. Se isso for conseguido com êxito, a penetração do pênis se dará sem problemas.

Gentileza, atenção, lubrificação adequada e relaxamento anal são necessários, para o parceiro penetrante fazer mais pressão.

A devida estimulação pelo homem no clitóris ajudará a parceira a obter mais facilmente o orgasmo. Casais gays trocam carícias durante a penetração para a garantia do prazer do parceiro penetrado.

Enfim, tudo se resume em cuidados, carinho e atenção. Assim se garante o prazer e a satisfação sexual, pessoal e com o parceiro. E a frase mais que batida, vale e valerá sempre:

Quem ama cuida e neste caso, também se cuida!

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