Masked Lovers

Bondage para colocar fogo no quarto

BDSM (“Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), você conhece?

Práticas envolvendo o sadomasoquismo, disciplina, dominação e outras estão se tornando comum atualmente. Brincar de escravo (a) e senhor (a) atrai cada vez mais os olhares de amantes criativos e curiosos. Muitos já usaram elementos oriundos deste vasto, porém ainda pouco conhecido campo e em muitas camas, um ou outro brinquedinho já se infiltrou (chicotes, vendas, cordinhas ou echarpes, ou mesmo fitas coloridas para amarrar) e muitos destes casais nem imaginavam que estavam praticando bondage…

Essa prática leva os parceiros a viverem algumas das suas fantasias mais íntimas. Em dado momento, um homem poderá personificar a figura do senhor e ter uma escrava somente para ele. Ou aquela mulher poderosa que habita o seu íntimo poderá ganhar vida e personificar uma dominatrix (dominadora), mantendo aos seus pés, um belo escravo, somente para o seu prazer.

Trata-se puramente de prazer sexual e se bem aplicada, a prática é gostosa, excitante e muito gratificante. Claro que uma brincadeira assim requer que o casal realmente esteja de acordo (100% de acordo) afinal há dor envolvida (pouca, mas existe) e também uma forma de humilhação que ninguém de sã consciência deseja viver realmente. Enquanto brincadeira, ok, na vida real, jamais! A bem da verdade, muitos casais adeptos acabam por elevar a outro patamar a sua fantasia, vivendo o tempo todo de acordo com a prática, ou seja: O dominador exerce o domínio, tornando-se o senhor e o outro, neste caso, a mulher se submete, como escrava e em uma situação contrária, a mulher se torna a dominadora ou dominatrix e o homem passa a ser o escravo e a prática sai do quarto,ganhando ares de definitivo, isso tudo é claro, de forma consensual. Não resta dúvida de que é uma forma de convivência e se é sadia ou não, não me cabe julgar.

Alguém que sonha exercer o poder quando encontra o seu complemento perfeito, alguém que queira se submeter acaba por ser bastante atraente, talvez por isso a prática da escravidão esteja rapidamente se tornando uma das maneiras mais populares para os casais apimentarem suas vidas sexuais.

Mas voltando a forma bem mais aceitável: A brincadeira sexual. Para todos aqueles que desejarem se aventurar neste mundo obscuro porem muito excitante deixarei aqui alguns conselhinhos bem práticos, com eles, levar o Bondage para o quarto será muito, muito fácil e os ganhos no prazer, perfeitamente garantidos. Mas não esqueçam que uma prática assim exige consenso, senão jamais deverá ser tentada.

Não é sem razão que brinquedos voltados para essa prática costumam ser os preferidos em muitos sex shops, notadamente os objetos que ajudam a conter e a limitar os sentidos; vendas para os olhos, algemas e cordas para provocar a imobilidade, própria da dominação.  Esta privação sensorial pode ser assustadora para os iniciantes, mas quem disse que o medo consegue vencer a curiosidade? E com ela, vem a coragem e posteriormente a excitação. Então, animados?

Regina Racco

Autora de vários livros, dentre eles, O livro de Ouro do Pompoarismo, A Conquista do prazer Masculino e Pirulito e Outras Delícias, sexo para mestres na arte da sedução.

http://www.pompoarte.com.br

Dicas:

 

  1. Explore suas fantasias.

Fantasias pertencem a sua imaginação erótica e nem sempre são declaradas, vivendo por anos ocultas e mesmo esquecidas. Quando fantasiamos não temos limitações ou tememos as conseqüências. O que requer preparação é trazer da fantasia para a vida real nossos desejos mais íntimos, mas vale a pena! Conversar com o outro e abrir essa parte oculta do seu ser é o primeiro passo, fale e escute vocês podem se surpreender positivamente.

2.Abordando o assunto

Seja claro sobre o tipo de fantasia erótica que você deseja explorar. Há uma energia por trás do ato e é essa energia que você quer despertar tanto em você quanto no seu parceiro. Um beijo simples, por exemplo, pode ser romântico ou intenso, dependendo da energia que você coloca nele.  No momento em que você se aprofunda na prática, usando palmadas, por exemplo, é importante que você seja absolutamente claro sobre que tipo de energia erótica você gostaria de experimentar ou doar. Uma palmada erótica pode ser leve ou forte, provocando a dor em vários graus diferentes. Aliás, dor e prazer são respostas enviadas por circuitos bem próximos, no cérebro, isso talvez explique porque a dor pode intensificar o prazer. Desde que consensual tudo é permitido.

  1. Excursão sensual
    Neste início e muito legal visitar, mesmo que apenas pela internet, um bom sex shop. O parceiro interessado apresentará ao outro os brinquedinhos e falará da prática que resumidamente é: Brincar de submissão. O dominante ordenará e o outro obedecerá isso inclui algumas amarrações, tapinhas, ou chicotadinhas, dosando a dor (quase imperceptível neste primeiro momento) com o prazer, na forma de carícias bem quentes e para isso ajudará ter esses brinquedinhos à mão.
  1. Combinar tudo antes.

Antes de começar, ter uma longa conversa sobre o que você quer experimentar juntos;  Pergunte a opinião do outro, aceite ajustar os seus desejos e os dele ou dela, isso fará uma grande diferença entre o sucesso e o fracasso, porque se ambos não estiverem totalmente conectados, poderá ser bem mais difícil. Desde que o acordo seja feito a contento, as chances de sucesso são enormes e vocês estarão prontos para colocar na prática o que foi decidido ainda no campo das idéias.

  1. Se você for o submisso da vez, confie no seu parceiro

Uma sessão de bondage típica consiste de dois “jogadores”, um dominando e o outro sendo dominado. É possível inverter as posições em meio a uma mesma seção, mas o ideal é que o faça em dias distintos para maior comodidade e melhor percepção do jogo, portanto ao submisso, não cabe falar, impor ou se manifestar, seja apenas o escravo, aceitando e agradecendo o que o “senhor” ou “senhora” fizer ou ordenar.

  1. Para o dominador ou a dominatrix

Ficar relaxado, ir com o fluxo, ser respeitoso (a) com o seu parceiro e estar preparado para o fato de que tudo pode não sair exatamente como espera porque uma coisa é conversar, a outra praticar e não se ressentir com isso. Ser paciente aumentará as chances de ser bem sucedido (a).

  1. Estabeleça limites.

É essencial estabelecer limites claros cada vez que você explorar BDSM juntos.  Vocês dois precisam saber o que vai e não vai acontecer.  É muito mais fácil para relaxar em novas sensações e se entregar, se você não está preocupado com o que esperar em seguida.  Então, se você estiver dominando, diga antes ao dominado o que vai acontecer. Assim se constrói a confiança e com o tempo vocês dois poderão se aprofundar cada vez mais na prática.

  1. Palavra chave
    Por segurança combine uma palavra com o parceiro que irá mostrar que você não está gostando e que quer interromper. A idéia é diversão no quarto, não mais do que isso e se o jogo em algum momento deixar de ser divertido, essa é a forma de encerrar a seção, avisando através de uma palavra específica ao parceiro.

    9. Deixe as coisas mais quentes

É possível brincar com uma vela, deixando pingar sobre o dominado. Embora quente, não queima de fato, só causando a sensação passageira de dor. Essa é a idéia, somar pequenas doses de dor com o prazer. A maioria das dicas se refere ao início de tudo, os cuidados que devem ser tomados, mas depois, já seguros, busquem mais informações e desenvolvam seu grande arsenal de prazer. E não se esqueçam de trocar os papeis, se isso os agradar.

  1. Aproveite a viagem.

Ninguém começa e se torna expert em Bondage no mesmo dia, praticar é o caminho e a perfeição leva tempo. O bom é que vocês estarão aproveitando cada minutinho deste extenso aprendizado. A sexualidade é a responsável pelo enorme manancial de energia em nossas vidas. Precisamos de coisas diferentes em diferentes fases e o processo de descobrir a si mesmo e entender o outro como um ser sexual nunca termina, especialmente em relacionamentos longos, os melhores amantes chegarão mais longe e manterão a relação quente e estável por toda a vida, portanto, pé no caminho…

Publicado originalmente em Tempo de Mulher/MSN

 

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