Viciados em Sexo

Sexo, vicia?
Uma pessoa pode simplesmente se viciar em sexo a ponto de perder o controle?

A frase Viciados em Sexo é usada para descrever o comportamento de uma pessoa que sente um intenso desejo sexual incomum ou uma obsessão com o sexo. Pessoas que se tornam compulsivas por sexo normalmente têm grande dificuldade em manter-se em uma relação estável. Algumas vezes buscam em outras pessoas desculpas para o seu comportamento e não raro sofrem profundamente, alternando o desejo com a culpa pelos atos inerentes à sua compulsão. Como todo vício, esse também não é isento de grandes riscos à saúde e a própria segurança. A maioria nega ter problemas, o que por si só, já é um grande problema, porque em negação, dificilmente essa pessoa buscará ajuda. Sem controle, boa parcela desses indivíduos acaba por inserir atividades ilegais ao seu comportamento, tais como: Exibicionismo (expor-se em público) praticar atos considerados impróprios, como atentado ao pudor e até mesmo atos violentos.

O viciado em sexo precisa de auxílio, o tempo que leva até perceber essa necessidade varia e para muitos chega apenas quando já existem fatores agravantes, o que aumenta ainda mais a o sofrimento, não somente seu como dos familiares.

Não há entre os profissionais um consenso sobre se o vício sexual existe ou não (seria apenas um sintoma a mais em outros transtornos psicológicos), mas a se aceitar que existam, não há ainda uma classificação sob a ótica da psicologia. Alguns especialistas, como o Dr. Drew Pinsky, acreditam que o vício sexual é literalmente um vício, em analogia direta com vícios de álcool e drogas, por exemplo. Outros acreditam que o vício sexual é realmente uma forma de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e se referem a ele como compulsão sexual. Outros especialistas acreditam que o vício em sexo é um mito, um subproduto do meio e dos tempos atuais onde a permissividade descontrolada pode levar a excessos, parecendo desconhecer os sintomas de caráter médico que salta às vistas de quem convive com alguém assim.

A frequência que um viciado pratica o sexo, o não comprometimento com os parceiros e as atitudes descontroladas que não leva em conta a própria saúde e segurança dá o tom desta compulsão, é o que mostrará a diferença entre uma pessoa que gosta muito de sexo, o que não tem nada de errado, para outra, que sofre de um distúrbio como outro qualquer e que necessita tratamento. Buscar auxílio é a atitude mais correta, já que sanado o problema, é possível a esta pessoa viver com muito mais satisfação.

Para um viciado em sexo, não há a gostosa sensação de corpo satisfeito, relaxamento, contentamento. O que há, o tempo todo é o desejo intenso, a sensação de algo não resolvido, corpo traído, vergonha, dor e mais desejo.

Claro que todos nós temos razões emocionais e sociais para ter relações sexuais, bem como desfrutar o prazer físico, emocional e até mesmo hormonal que a prática nos traz. Já os viciados em sexo são distinguidos pela sua compulsão para ter relações sexuais, mesmo sob os riscos e situações abusivas. Para muitas pessoas, esse problema tem suas raízes em uma história familiar de abuso sexual e de dependência. Seu tratamento exige alguma forma de aconselhamento. Há várias opções de terapias, incluindo programas de doze passos, psicoterapia e grupos de apoio. Recomenda-se que os parceiros também procurem aconselhamento de forma independente ou em conjunto. O tratamento visa buscar o equilíbrio trazendo o indivíduo para a prática do sexo mútuo e saudável, garantindo assim seu equilíbrio e bem estar.

Ressaltando-se que é possível a qualquer um que sofra deste distúrbio, através dos tratamentos adequados, retornar à normalidade, vivendo assim o sexo, como deve ser: Fonte de prazer e bem estar!

Regina Racco é professora de ginástica íntima, autora dos livros: O livro de Ouro do Pompoarismo, A Conquista do Prazer masculino e Pirulito e Outras Delícias, sexo para mestres na arte da sedução, é autora também dos livros: Glúten e Obesidade, a verdade que emagrece e A deliciosa cozinha sem glúten.

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Comportamentos associados ao vício sexual incluem:

  1. Masturbação excessiva
    Masturbar-se quando se deseja, não representa problema algum e ninguém tem que se preocupar, o que difere a masturbação praticada por um viciado em sexo é a sensação que sente logo após. Para ele, não há relaxamento e satisfação e sim frustração, porque o desejo de continuar não se extingue, causando nervosismo extremo.
  2. Múltiplas relações extraconjugais.
    O seu desejo desenfreado se sobrepõe facilmente a qualquer reserva moral que tiver, assim, mesmo querendo ser fiel e amar o parceiro(a), isso não impedirá a compulsão e o seu comportamento.
  3. Múltiplos parceiros, inclusive anônimos, em uma única noite.
    Um viciado não se importará com isso e se estiver realmente sem controle, sequer se preocupará com os necessários cuidados com sua segurança. Pode, neste caso tornar-se vítima de violência, por exemplo.
  4. A necessidade em envolver-se com pornografia
    A pornografia representará para ele, uma ótima válvula de escape e mesmo que no fundo não goste, acabará por ceder a tentação.
  5. Nenhuma preocupação pelo sexo seguro.
    Um viciado facilmente esquecerá de usar a camisinha, afinal, ele tem urgência e as relações acontecerão em qualquer lugar, o que importa para ele é a satisfação que espera conseguir, mas que infelizmente não alcança.
  6. Buscar satisfação em sexo por computador e telefone.
    Entenda bem: Não tem nada demais nestes comportamentos. Qualquer um pode gostar de praticar o sexo virtual ou por telefone, essa prática pode até mesmo atenuar a saudade do parceiro distante e pode ser usado como brincadeira sexual para qualquer casal. Mas para uma pessoa viciada sem sexo, essas são tentativas de aplacar um desejo fora de controle, não raro, agravará ainda mais sua situação.
  7. Prostituir-se
    Como disse antes, o viciado perde qualquer reserva moral ou timidez, o que importa é buscar o prazer seja da forma que for, prostituir-se passa a ser um comportamento normal, para esta pessoa, passa a valer tudo, literalmente.
  8. Exibicionismo
    O viciado pode tornar-se exibicionista, gostando de mostrar-se aos outros, alguns estudiosos sugerem que essa prática possa ser uma forma inconsciente de pedir socorro, seria como se ele dissesse ao mundo:
    -Estou aqui, me veja e me ajude.
    Claro que a atitude pode ser apenas uma forma de agressão, mas que para ele, pode dar certa satisfação.
  9. A prática do Voyeurismo (gostar de assistir)
    Sentir prazer em assistir outras pessoas fazendo sexo, assim como o sexo virtual que falei antes não configura distúrbio, se assim fosse, assistir a filmes eróticos ou pornográficos o seria! E não é. Trata-se apenas de preferências. O voyeurismo praticado por um viciado, normalmente se dá sem o consentimento dos que estão praticando o sexo e desta forma, sim, trata-se de uma faceta ilegal e perigosa da própria compulsão.
  10. Perseguir ou intimidar, o que leva ao assédio sexual.
    Essa forma de comportamento obsessivo, fala por si só. Não há controle por parte do individuo, que pode facilmente praticar atos criminosos como o abuso sexual e mesmo o estupro, para conseguir o objeto do seu desenfreado desejo.

 

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